No roteiro de viagens pelo Meio Oeste, Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira dão exemplos do tipo de desenvolvimento que defendem para o Estado. Em Fraiburgo, terça-feira (20), Colombo aproveitou para visitar uma indústria de fruticultura e afirmou que “é importante valorizar as características locais, porque aliam o desenvolvimento com a vocação regional”. Para Colombo, as festas regionais, as manifestações religiosas, os eventos culturais específicos das localidades e a vocação para a produção de bens de consumo devem ser fortemente valorizados na agenda de governo. “A valorização da cultura e da vocação local de cada região, com toda a diversidade espalhada pelo território catarinense, fortalece as identidades de nossa sociedade e cria oportunidades para que possam ser preservadas e estimuladas”, explica. O candidato propõe que o Estado ajude na criação dos espaços físicos necessários e em parcerias com os municípios, além de promover a divulgação. Segundo Colombo, o mesmo deve acontecer com a agricultura. O trabalho focará o incentivo à vocação local de produção, como o plantio de grãos e a hortifruticultura do Meio-oeste, por exemplo. A proposta é de incentivo às pesquisas, de forma a suprir problemas enfrentados nas regiões, como tecnologias que dêem respostas aos longos períodos de estiagem que ocorrem no Oeste, a fim de desenvolver novas variedades, que resistam a esses longos períodos. Da mesma forma, é necessário o desenvolvimento de variedades de espécies de clima frio - maçã, pêra, pêssego, dentre outras - que necessitem de menos tempo de baixas temperaturas para frutificar, em resposta à tendência de redução no número de dias frios nos últimos 30 anos no Planalto Serrano. “Essa valorização dos atributos locais, associada ao estímulo a investimentos de qualidade, também fortalecerá o turismo sustentável, também de qualidade e perene. Sem a sazonalidade proporcionada pelo turismo de sol e mar”, defendeu o candidato ao governo. A estratégia será utilizar as Unidades de Conservação existentes (principalmente os Parques e as Áreas de Proteção Ambiental) para grandes espaços de preservação e turismo da natureza, em seu conjunto de modalidades (contemplação, esportes, científico, educativo, etc.). Isto, a fim de que se criem novas dinâmicas econômicas no entorno dessas áreas de preservação ambiental, à semelhança do que fazem os países desenvolvidos.
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